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Giovanni Soldini e a equipa do Maserati Multi 70 prontos para bater o recorde Hong Kong-Londres à vela

Modena, 11 de janeiro de 2018 – Tudo está pronto a bordo do Maserati Multi 70, presentemente amarrado em Hong Kong à espera de partir para Londres, para bater o recorde estabelecido pelo World Sailing Speed Record Council, a associação internacional que certifica os melhores tempos de navegação à vela em diferentes rotas. Mais de 13 000 milhas náuticas, seguindo a rota ortodrómica, metade de uma volta ao mundo para completar em menos de 41 dias, passando pelo Cabo da Boa Esperança. Para Giovanni Soldini e os quatro outros membros da tripulação –  Alex Pella, Guido Broggi, Sébastien Audigane e Oliver Herrera –, a largada está confirmada para sexta-feira, 12 de janeiro, entre as 8 e as 10 horas da manhã UTC, final da tarde na China. “A ideia é tirar partido dos ventos que sopram de Nordeste, e que se estendem desde a área de partida ao logo da costa Este da Indochina”, explica Pierre Lasnier, meteorologista da equipa Maserati, que irá seguir o recorde a partir de terra. “Esperamos que o vento comece a amainar a partir de terça-feira, dia 16, a Sul, sobre o Estreito de Sonda. Por isso, é recomendável que o Maserati Multi 70 largue o quanto antes, para encontrar boas condições para rumar a Sul, pelo menos até ao Sul do Vietnam ou até à Malásia”.

 

Esta não é, realmente, aquilo a que chamamos uma janela climatérica perfeita”, refere Giovanni Soldini, mas não sabemos se quando encontraremos de novo condições como estas para partir. Por isso tomamos a decisão ontem à noite, juntamente com toda a tripulação. Estou extremamente contente com a equipa que formamos: já revela um bom espírito, estamos todos motivados e concertados”.


 

A tripulação do Maserati Multi 70

É uma tripulação internacional e com uma vasta experiência aquela que se prepara para largar a bordo do

Maserati Multi 70 para bater o recorde de navegação à vela Hong Kong-Londres. Além do skipper Giovanni Soldini, Guido Broggi é um colaborador de longa data o navegador milanês. O espanhol Oliver Herrera, há largos anos membro da equipa Maserati, encontra o seu compatriota Alex Pella, a estrela em ascensão da vela oceânica espanhola: “Já velejei a bordo do VOR 70 da Maserati há alguns anos atrás, depois com o trimarã no Pacífico no ano passado, mas não competi, e é por isso que aqui estou”, afirmou Alex Pella. “Conheço a equipa, é uma família. O barco está preparado, a tripulação está pronta e temos pela frente um bom desafio. É tudo aquilo que eu adoro. Depois de uma primeira experiência juntos a bordo do trimarã Idec, detentor do troféu Júlio Verne, Pella volta a fazer equipa com o francês Sébastien Audigane, grande especialista dos multicascos oceânicos e um velho conhecido da equipa Maserati (em 2013 estava a bordo do monocasco durante a Rota Dourada, entre Nova Iorque e São Francisco). Em terra, o meteorologista Pierre Lasnier estará encarregue da navegação e em permanente contato com Soldini.


 

Maserati Multi 70 numa configuração 'não voadora''

Para este recorde, a equipa recuperou para o trimarã Maserati Multi 70 a sua configuração original com apêndices clássicos, que é o mesmo que dizer o modo Mod. Os fólios, ou seja, os patilhões e os lemes que foram desenvolvidos e contruídos ao longo dos últimos meses, e que permitem que o barco se eleve da água, ficaram em terra. “Para este recorde, decidimos regressar a uma configuração não voadora, acima de tudo para reduzir o risco de impacto com objetos no mar”, explicou Soldini. “Duplicamos o número de painéis fotovoltaicos a bordo. Este permitir-nos-á ganhar peso e ser autónomos em termos de energia, um aspeto fundamental numa navegação tão longa quanto esta”.

 

Maserati Multi 70

Comprimento: 21,20 m

Boca: 16,80 m

Peso: 6300 kg

Área Vélica (a favor do vento): 310 mq

Área Vélica (à bolina): 409 mq

 

Da Great Tea Race de 1866 ao recorde do Gitana 13

O recorde Hong Kong-Londres segue a mesma rota navegada pelo clippers que transportavam o chá da China para Inglaterra na segunda metade do século XIX. A Great Tea Race de 1886 ficou bastante célebre, em que se enfrentaram os cinco mais modernos e velozes clippers desse tempo. A prova teve grande repercussão mediática e um final dramático, com os três primeiros a entrarem no rio Tamisa com a mesma maré e a atracarem aos molhes das docas de Londres poucas horas mais tarde, após 99 dias de navegação.

Nos tempos modernos, Philippe Monnet foi o primeiro navegador e melhorar o tempo dos clippers nesta rota: em 1990, completou o percurso em 67 dias, 10 horas e 26 minutos a bordo de um trimarã de 60 pés.

Em 2008, o skipper Lionel Lemonchois, a bordo do Gitana 13, um maxi de 100 pés (32,5 metros), manobrado por uma tripulação de dez pessoas, estabeleceu o tempo recorde ainda hoje a ser batido: 41 dias, 21 horas e 26 minutos.

  

Os obstáculos na rota de Hong Kong para Londres

Entre as várias passagens oceânicas ratificadas pelo World Sailing Speed Record Council, as 13 000 milhas da rota teórica do recorde Hong Kong-Londres, é a terceira mais longa rota reconhecida, a seguir à circunavegação do planeta e à Nova Iorque-São Francisco.

 

Hong Kong – Estreito de Sonda: 1700 milhas náuticas

Entre Hong Kong e o Estreito de Sonda, porta para o Oceano Índico entre Java e Sumatra, a navegação entre o Mar do Sul da China e o Mar de Java mais parece um slalom entre ilhas de coral, numa área em que o tráfego marítimo é sempre verdadeiramente intenso. Além do mais, nesta primeira parte da rota, há que cruzar o Equador, e em seguida uma área com pouco vento e uma grande instabilidade meteorológica.

 

Estreito de Sonda – Cabo da Boa Esperança: 5000 milhas náuticas

A travessia do Oceano Índico, entre o Estreito de Sonda e o Cabo da Boa Esperança, tem 5000 milhas náuticas de extensão. Até ao Sul de Madagascar, a rota mantém-se sob latitudes tropicais, em que os ventos alísios provenientes de Sudeste se traduzem numa navegação a favor do vento, mas também pode ser perturbada pela formação de ciclones tropicais. Para contornar a parte austral do continente africano, há que entrar nas latitudes temperadas, onde poderá ser necessário lidar com as depressões que geram os ventos dominantes que sopram de Oeste. Em torno da África do Sul, e até ao Cabo da Boa Esperança, a navegação é ainda mais difícil, devido à presença de fortes correntes marítima.

 

Cabo da Boa Esperança – Equador: 2800 milhas náuticas

A navegação no Atlântico Sul, entre o Cabo da Boa Esperança e o Equador, é influenciada pela posição do centro de altas pressões de Santa Helena. Segundo o esquema clássico, a rota permanece no extremo oriental do sistema de altas pressões até alcançar os ventos alísios de Sudoeste que empurram para Norte

.

 

Equador – Londres: 3500 milhas náuticas

De regresso ao hemisfério norte, a primeira dificuldade no Atlântico Norte é, mais uma vez, a passagem na zona de acalmia, denominada pelos meteorologistas como zona de convergência intertropical (ZCIT), a conhecida estagnação. Uma vez fora desta zona de instabilidade, prossegue-se para norte nos ventos alísios que sopram de Nordeste. A posição e o vigor o sistema de altas pressões dos Açores determina, então, a rota mais rápida a seguir até à entrada no Canal da Mancha, mas essa rota também pode ser complicada pela possível presença de depressões invernais. O cronómetro irá parar na linha de chegada, sob a Ponte Isabel II, no estuário do Tamisa.

 

O desafio é apoiado pela Maserati, o patrocinador principal, que dá o nome ao trimarã, e pela Aon enquanto co-patrocinador, a par do fornecedor oficial de vestuário, Ermenegildo Zegna.

 

Um agradecimento especial também para a Boero Bartolomeo S.p.A. a para o Contship Italia Group.


 

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